
Romário, Ronaldo e todos os seus contemporâneos, fazia mais sentido ver Kaka, Gilberto Silva e Julio Baptista se arrastando pelos gramados.
Pois, confesso que, para mim e alguns outros 190 milhões de brasileiros, é meio confuso ver uma super seleção com Ganso, Neymar, Pato, Elano e Robinho perder para um outro time de futebol, por melhor que seja o adversário. Este domingo, 17 de julho, lembra muito o ano de 2006, quando os 11 melhores atletas que o mundo tinha conhecimento perfilaram ao fracasso, na Alemanha, contra a França.
Assistir ao Brasil de hoje é como ver o gado caminhando em direção ao abatedouro. Não há perspectiva de melhora nem mudança, os “meninos da vila” não querem jogar bola, apenas desejam ganhar dinheiro se aproveitando de um momento em que algumas pessoas esperam algo deles. Nada a mais, nada de mais.
Se ao menos tivéssemos um treinador como Dunga... mas são as voltas que o mundo dá. Não nos resta muita coisa, apenas abaixar a cabeça, como fizemos várias outras vezes, admitir que não somos mais a melhor seleção do mundo, que não somos imbatíveis, que não temos o futebol mais bonito, mais mágico e mais contagiante, ir pra casa e repensar. Admitir que não somos mais Brasil.
Repensar que o fato de não desistirmos nunca jamais nos deu a fama de guerreiros e sim de um povo que não tem vergonha na cara pra dizer “chega”. De quem é a culpa? Mano, eu não arrisco palpite.

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